A Gato come

Almeja – Baixa (Porto)

Por duas vezes fui ao Almeja e por duas vezes me apaixonei… à hora de almoço.

A primeira visita foi feita na minha própria companhia e já perto do fim do horário de almoço.

Um sorriso aberto à entrada e a promessa de que tinham o que me servir deixou-me logo encantada. Encantamento esse que se estendeu peloa delicadez inerente ao espaço, num encontro feliz que me remeteu para uma sensação de “casa”, como sinto em poucos lugares que frequento.

Talvez, esta sensação venha do Amor que é posto em todos os pequenos detalhes que passam pela decoração (para mim com um toque casual de inspiração dos anos 20), ao acolhimento sempre gentil, profissional, delicado e de sorriso fácil.

Na minha “primeira vez”, o arroz negro e a cavala fizeram as delícias da minha refeição. Uma dose generosa de um dos meus cereais preferidos (sempre fui “a menina do arroz”), que me chegou à mesa glorioso e acabado de fazer.

Antes do arroz tive direito a pão caseiro e a azeite bio, a uma sopa de legumes e estreei-me na prova de kombuchas (que passou no teste da Gato, como podem ler aqui).

Na segunda ida, talvez imbuída pelo espírito do romantismo da data de 14 de fevereiro, rumei novamente ao Almeja para almoçar, desta vez muito bem acompanhada.

O mesmo atendimento, a mesma delicadeza deram origem a uma renovada intenção de aqui voltar, desta volta para jantar e provar o menu de degustação (aguardo apenas a desculpa perfeita para voar até ao Porto).

O que comeu a Gato desta vez?

Como éramos dois, provámos a opção oe carne e a vegetariana: Um ramen de rosbife com um caldo leve, confortante esaboroso. Este rosbife, macio e suculento, fez as delícias de ambos os comensais.

Um estufado de grão, acompanhado de uma salada. Leve e descomprometido, que se tornou numa ótima opção para um almoço prévio a muitos quilómetros de passeio a pé.

De sobremesa, um brioche bonito com gelado de chocolate negro.

Voltei à kombucha para acompanhar a refeição, desta feita de café, e foi a terceira que provei nesta mesma passagem pelo Porto. Para já é a minha kombucha preferida da cidade. De sabor agridoce, mas com um toque ácido e mais avinagrado, o que a torna única pela sua frescura e leveza neste contraste curioso.

Querido almejo, termino este texto como se o estivesse acomeçar, almejo muito voltar a entrar por essa porta.

Leila Gato

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