A Gato come

Oficina dos Rissóis

Ia a Gato airosa feliz a passear pela cidade, quando lhe deu uma ligeira larica que haveria de ser remediada. Nem de propósito, uma janela e um letreiro chamara-me à atenção: Oficina do Rissóis.

“Num mundo de croquetes, sejamos um rissól”, pensei eu.

Entrei no que parece uma pequena oficina/tasca com um logo balcão ao longo de todo o espaço que me remete para serões que fazia companhia ao meu pai enquanto ele conversava com os amigos sobre política, futebol e coisas que eu não fazia ideia do que eram entre uma bica e um bagaço. Talvez por isso, o espaço me tenha ficado na memória e tornando a experiência mais feliz.

Apenas queria um rissól para o caminho para ser coisa rápida, mas acabei por pedir dois. Nesse momento dizem-me que demoram cerca de 8 minutos a fazer. Pára tudo! São feitos na hora e não vão à fritadeira, mas sim ao forno e todos os ingredientes usados vêm de fornecedores que não usam conservantes ou corantes e com que os donos do espaço têm uma relação de total confiança. Uma beleza.

Pedi o de vitela que é feito com recheio de carne arouquesa estufada por 8 horas e cenoura e um “asiático” que leva caril panang tailandês de frango do campo (e é bastante picante).

Em relação ao “asiático”, achei-o um pouco picante demais, o que no caso de um rissól, compromete um pouco a minha experiência, pois às tantas a emoção de sentir os diferentes sabores, aromas e texuras perde algum terreno. Quanto ao de vitela, nada a apontar. A massa destes rissóis, só posso dizer uma coisa: irrepreensível.

Como fui ao espaço numa lógica de grab and go não beneficiei da guarnição, mas pelo que já ouvi dizer vale muito a segunda volta.

Fica para uma próxima visita ao Porto, esperem por mim!

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Leila Gato

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