A Gato come

Musa da Bica – A Bica é linda!

O primeiro contacto que tive com a cozinha de Leonor Godinho, foi num “almoço de domingo” na Fábrica da Musa há uns largos meses, através de um arroz de sarrabulho cozinhado na companhia da mais recente contratação do novo restaurante WE ARE ONA Edgar Bettencourt.

Voltei à Musa da Bica há poucos meses para provar o almoço de domingo, desta vez pelas mãos de Lucas Azevedo, e já na altura sabia que tinha de voltar para provar os petiscos da Leonor, agora na sua nova casa.

O que temos aqui? Além das inúmeras cervejas Musa, humoristicamente apelidadas e que animam até a mais da desinspirada das almas, temos um menu baseado nas estrelas da Musa que quase que pede um pairing de cerveja para cada momento.

O que comeu a Gato?

Louca de fome, comecei por atacar com força e garra umas batatas fritas ali ao momento acompanhadas de maionese de chipotle e que já tinha catrapiscado na mesa ao lado e logo me pareceram uma delícia. Não só pareceram como estavam uma delícia: estaladiças e caseiras, não tem como enganar!

Como a escolha não estava fácil, entre tantas opções interessantes, e a fome era negra, decidi dividir duas opções à base de pão porque #comampão (principalmente se o que vos colocam à frente é caseiro ou vem da Padaria Terrapão.

Entretanto, as cervejas chegaram mesmo a tempo: provei a Frank Apa (uma American Pale Ale) e a Born in the IPA (uma India Pale Ale)!

A Katsu sando

Esta típica sandes japonesas que quase que se está a tornar mais habitual em Portugal do que no… Japão.

Dizia eu que a katsu sando tem encontrado em Lisboa muitos espaços com ganas (e imenso jeito), interpretando-a com aluns toques de modernidade ou inspirações de acordo com os Chefs que já se deixaram encantar com o potencial que uma simples sandes de panado (ou outras variações) tem para proporcionar.

A “katsu sando da Leonor”, chamemos-lhe assim, vem recheada com plumas de porco em pão brioche tostado com kimchi caseiro (sim kimchi feito in house que além de sabor avinagrado me deu ainda com aquele punch picante que a Gato tanto adora). Um must!

A Reuben

Ao contrário da katsu sando, é mais dificil encontrar esta sandes por Lisboa, com a rara exceção do Comida Independente mesmo ali ao lado, pelo que a minha curiosidade era para lá de grande.

A sandes é servida em pão sourdough, o pastrami é caseiro e este vem envolvido em queijo suiço e chucrute caseira. Pois eu sei, só pela descrição ficamos todos a produzir uma quantidade de saliva para lá de abundante. Imaginem o meu ar quando as minhas papilas gustativas começaram a tremer dado o contacto com o pitéu.

O melhor deste momento do jantar foi ver um casal de turistas sair da mesa ao meu lado e dizer-me que tinha feito uma ótima escolha (pedi exatamemte o que eles pediram). Estavam certíssimos!

E espaço para a sobremesa?

A tarte de requeijão

A decadência é um prato que se serve com caramelo de stout! A tarte faz lembrar o cheesecake estilo americano e a base é feita aquela bolacha gulosa e doce. O resultado? A sensação de que estamos a chafurdar alegremente numa poça degradante e que não há outro sítio onde quiséssemos estar.

Acompanhámos com a cerveja “Severa” uma imperial Stout envelhecida em barricas Jameson com 11,7%, recomendada pela própria Leonor.

O que vos digo? Ainda bem que a Leonor Godinho saiu do Feitoria para se juntar ao Grupo da Musa e liderar a “cozinha da Bica”! Eu cá fiquei cheia de vontade de provar este mundo e o outro de um menu, acompanhado por mais umas quantas cervejas no ambiente animado e descontraído deste lugar!

Cruzamo-nos por lá?

Leila Gato

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