A Gato come

Qura – Campo de Ourique

Um sítio intimista onde se podem curar males e afogar mágoas, repartindo-as com convivas famintos que nutram amor por comida cuja base é tradicional portuguesa. Parece-vos bem?

No Qura, é tudo para partilhar. A louça é recente mas com aquele toque “do
antigamente” e somos (bem) recebidos com um welcome drink que fica por conta da casa: um rosé não muito doce e não muito seco!

E como é que o Qura se diferencia dos demais? Pela oferta em si, um misto entre o velho e mundo novo da restauração portuguesa ali numa das ruas mais conhecidas de Campo de Ourique, e que prima pelos detalhes como é o caso da belíssima parede verde que guarda o magnífico espelho, com ecos de Arte Nova, na zona de passagem para a casa de banho.

A Gato petiscou o seguinte escolhido de uma carta não muito extensa (aleluia)

Pão, tostas e broa de milho servidos com manteiga fresca e sal, sendo que, pelo que consegui apurar, o pão é feito n’O Moço dos Croissants, localizado igualmente em Campo de Ourique e pertencente ao grupo do Qura.

Croquetes, com interior bem pastoso e acompanha com uma mostarda a puxar para o ácido.

O atum braseado com pak choi grelhado com azeite e sésamo. Atum fresquíssimo e com consistência irrepreensível. Uma bela surpresa!

O tártaro de novilho que acompanha com finas tostas de pão  e que me fez questionar se este tártaro não é dos melhores que provei recentemente. Nos próximos meses, darei início a uma investigação a título pessoal para fazer a prova dos 9.

O arroz cremoso de cogumelos, couve flor e redução de vinho do Porto com o qual terminámos a refeição.

Não foi o meu preferido da noite, pelo seu sabor intenso, talvez um pouco intenso demais para o palato da Gato, mas nada que manche a excelente surpresa que foi visitar este lugar.

No que respeita aos acompanhamentos, se estiverem indecisos basta consultar a lista numa ardósia que muda diariamente.

Para sobremesa, a (gigante) tarte de maçã com gelado de baunilha Salmora. Alto lá e para o baile. Uma sobremesa gigante para dividir e aviso já que não foi tarefa fácil.

Tarte perfeita, bem folhada e estaladiça, com pedaços doces e frescos de maça que se desfazia na boca. O gelado que acompanha a tarte também é de qualidade acima da média o que ajuda a tornar este como um dos pontos alto do jantar!

Vinho branco Vinha do Bispado, uma escolha perfeita a cargo da comensal com quem dividi a conta, a mesa e a cumplicidade da noite. Noite essa que não ficou completa sem uma garrafa de amostra do welcome drink: o rose espumante Qura (9 euros ), um vinho rosé produzido em parceria com Diogo Reis, da Quinta do Sanguinhal, no Bombarral.

Em resumo, podemos ir ao Qura para “curar” males, conviver, celebrar ou
simplesmente estar com alguém num ambiente despretensioso. Também há um balcão para almas solitárias que prefiram petiscar, enquanto veem a coreografia da “cozinha” e bar abertos e com quem podem trocar dois dedos de conversa. No Qura ninguém fica de fora, seja porque motivo for!
Vai uma visita?

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Leila Gato

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