A Gato come

Stop do Bairro – Campolide

Ouvi dizer que a Cabidela do Stop do Bairro era qualquer coisa digna de visita, e se há coisa que faz a Gato ir dar uma volta para provar é uma bela cabidela.

O almoço de domingo começou com quase uma hora de espera, até aqui tudo bem, era domingo e não fiz marcação, pelo que a espera deixava antever que o repasto deveria valer a pena (pelo menos foi essa a expectativa que criou). Usei esse tempo para ir observando o ambiente, o serviço, os clientes e a comida a passar. Assim de repente, ambiente despido mas com bastante claridade, serviço ágil tendo em conta que eram apenas 3 pessoas para tanta gente, clientes que pareciam “assíduos” e comida de aspeto “normal” a passar nas travessas e pequenos tachos.

Com boa vontade lá nos arranjaram uma mesa apertada para não esperarmos muito mais e serviram-nos pão e azeitonas para nos irmos entretendo enquanto espreitávamos o menu.

Já sabem que sou sensível ao couvert, aqui bastante mediano no que ao pão diz respeito.

Eis a Cabidela

Como dizer? Bem, já me passaram melhores pelo estreito. A meu ver, que tenho zero experiência a fazer cabidelas mas dou 10 a 0 no que toca a comê-las, o segredo deverá ser a qualidade do bicho que vai para o tacho e consequentemente do sangue usado. Se o bicho nao for daqueles criados ao ar livre com uma boa dose de gordura no “lombo” então não vale a pena. Foi o que senti com esta cabidela, um bicho desenxabido com molho feito por uma mão pesada no vinagre. Não fica para a história.

Felizmente também pedimos uma dose de Arroz de tamboril…

… que neste almoço fez uma diferença como da noite para o dia. O arroz agulha acabou por abrir enquanto trocávamos uns dedos de conversa à mesa, o peixe aparentava ser fresco e de qualidade, apurado no palato. No ponto!

Para fechar, sentimos a necessidade de pedir uma sobremesa, não sei bem como mas vieram 3 para a mesa.

Uma fatia de pudim abade de priscos que na realidade não passava de um banal pudim de ovos muito cozido.

Uma fatia de um bolo de mousse de chocolate, banal a condizer com o pudim.

Encharcada, o melhor dos três mas que não teve qualidade suficiente para esquecer os restantes desaires.

Se estamos a falar de um mau restaurante? Não estamos. É simplesmente um médio daqueles com alguns pontos positivos, mas com uns tantos menos felizes a que pessoas que não são do bairro não conseguem ficar alheios quando lá vão parar.

Acho que a Gato não vai parar neste sinal STOP tão depressa…

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Leila Gato

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