A Gato come

#agatoaconselha – torrar pão

Olá amiguinhos, seguem-se umas linhas sobre Regras para fazer umas torradas dignas porque isto de andar a comer torradas na rua fica caro. Assim sendo, #agatoaconselha :

i. Ter pão, manteiga, uma torradeira e luz em casa (se não houver uma torradeira, há daquelas chapas de ir ao lume, mas agora não tenho tempo para me debruçar devidamente sobre essa questão).

ii. Sobre o pão, que seja de qualidade. Carcaça, tipo Mafra, baguete, rústico, vianinha… O que quiserem, mas estão proibidos de torrar pão estilo “Bimbo”, ou pior, daqueles “bio/sem glúten/ saudável” que só se vende em lojas com cheiro a “coisas caras e naturais”. Se souber que andam a seguir os meus conselhos e a comer pão sem glúten, arranco-vos as entranhas! Brincadeira, não seria capaz… mas conheço quem faça.

iii. Sobre a manteiga, daquela da boa. Da que tem infinitas calorias. Com sal. Daquela que se compra ao quilo. Cá em casa somos fãs de Rainha do Pico ou de uma dos Açores que se vende no Lidl e cuja marca não me recordo. Manteigas sem sal e margarinas vegetais estão fora da equação, pelo que se as usarem vão ter-me a perseguir-vos nos vossos piores pesadelos qual Freddy Krueger.

iv. Sobre a torradeira. Bem, qualquer coisa serve desde que emita calor. Aconselho a torrar duas vezes para dar aquele toque acastanhado ao pão e para fazer aquele barulho do crocante quando as mandíbulas se aproximam para trucidar o pãozinho que Deus vos colocou a frente. Foi Deus, acreditem.

v. Sobre a luz. Paguem-na e nunca se esquecam de indicar a contagem aos senhores que vos batem à porta.

Seguidos estes passos, é fazer “snow angels” em pratos cheios de manteiga findada a torrada. Cada um é para o que nasce, eu nasci para a manteiga. É lidar.

Leila Gato

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