A Gato fala com...

Filipe Pereira e Katrine Andersen – The Danish Pastry Shop (Queijas)

Advertência inicial: Partilho esta conversa no Dia dos Namorados porque me pareceu ser mais que pertinente. Aproveito ainda para partilhar convosco que até domingo, dar um beijo no The Danish Pastry Shop dá direito a 10% de desconto no que lá consumirem. Agora sim, partilho a entrevista que fiz ao Filipe e à Katrine!

O Amor entre o Filipe e a Katrine foi o ingrediente que esteve na génese da The Danish Pastry Shop. Uma pastelaria dinamarquesa em Queijas que abriu portas o ano passado e que se arrisca a ser um dos espaços mais apetecíveis da zona para um lanche ou um brunch. E no mês do Amor, partilho convosco esta conversa que tive com o Filipe, na qual falamos deste sentimento nas suas várias formas e concretizações. Sim, quando falamos de comida, também falamos de Amor.

1. Quando e como é que se conheceram?
Filipe: Quando comecei a trabalhar no Hotel D’angleterre na Dinamarca, a Katrine trabalhava na pastelaria e eu trabalhava na cozinha.

2. Foi amor à primeira vista?
Nao foi amor á primeira vista, mas foi amor ao primeiro encontro. Visto que no trabalho não nos dávamo-nos muito a conhecer um ao outro. Falávamos mais sobre trabalho, mas começámos a namorar logo depois do primeiro encontro.

3. Como é que se dividem na cozinha? Cada um tem a sua “especialidade”?
Sim e não. Nós trabalhamos com um só objetivo, agradar e surpreender cada vez mais o cliente. A Katrine ocupa-se mais dos bolos e eu da cozinha. Mas pedimos a validação constante um do outro e no final de cada teste damos sempre as nossas opiniões, além das opiniões dos clientes que tanto prezamos.

4. Como é que nasceu a ideia de lançar uma pastelaria dinamarquesa em Portugal?
Eu e a Katrine sempre tivemos em mente abrir um negócio nosso. Nao tanto pelo dinheiro mas por fazer as outras pessoas felizes ao provar as nossas especialidades. Abrir uma pastelaria dinamarquesa na Dinamarca acabaria por ser apenas mais uma. Aqui em Portugal destacamo-nos pela diferença, sendo a única pastelaria dinamarquesa e damos aos portugueses produtos, que pela distância, não é tão provável conhecerem.

5. Quais os maiores desafios de gerir um negócio na área da restauração?
Conseguir conciliar negócio, família, amigos e no ainda ter tempo e energia para fazer surpresas a Katrine. 🙂

6. O que diferencia a The Danish Pastry Shop? Qual é para ti e para a Katrine, o elemento que faz toda a diferença?
Uma questão muito difícil de responder pois temos muitos produtos diferentes.

A escolher um elemento seria o “brunch” dado que tentamos ao máximo oferecer diferentes produtos e temo-nos destacado para que não seja simplesmente “mais um brunch”. O nosso objetivo é oferecer um brunch diferente ao longo do ano e cada um deles com produtos inovadores dentro do conceito de brunch. Sim, porque o brunch nao tem de ser apenas  ovos mexidos, croissants e ovos benedict. 😉

7. Como é que nasceu a ideia de servir diferentes tipos de brunch ao longo do ano?
Simples. Durante o ano temos várias estações, nesse caso o que fazemos é elaborar menus em volta dos melhores produtos da época, e com base na temática da altura, por exemplo, Natal, Halloween, Páscoa…

8. Que tipos de pão fazem diariamente? Também o pão é um alimento que se faz com um ingrediente precioso, o Amor depositado na massa mãe que tem de ser alimentada diariamente. Que tipos de pão fazem diariamente?
Também no que refere ao pão vamos variando ao longo do ano. Todos eles são alimentados com a massa mãe e temos massas mães diferentes para cada um dos pães.

Temos sempre 3 tipos de pães: um que é feito com a farinha moída no moinho, o pão de sementes  feito todos os dias e até  com várias fornadas durante o dia e, por fim, fazemos o Rugbrød, um pão típico dinamarquês feito somente com centeio. Este é um dos pães mais saudáveis que se pode consumir e na The Danish Pastry Shop vamos fazendo várias fornadas ao longo da semana.

Para além destes, temos também os pães da época, pães que vamos alterando ao longo do ano. Já experimentámos fazer um de beterraba e outro de cevada. De momento temos focaccia (pão típico italiano) com alecrim, azeite e sal.

9. Todos os produtos são feitos por vocês na vossa cozinha, o que implica uma grande entrega vossa no dia a dia e que ainda se estende à gestão do próprio espaço. Como conseguem conciliar tudo tendo em conta que os dias ainda não têm mais que 24 horas?
Muito esforço, amor e carinho. Não só pela “Danish Pastry” mas pelos produtos, staff, clientes e desejo de sentirmos que estamos a ir pelo caminho certo.

10. Lembram-se da primeira refeição que fizeram juntos? Querem partilhar?
Sim! Fui eu a cozinhar. Convidei a Katrine para jantar numa noite de inverno com muita neve e elaborei um género de menu super elaborado. Ela adorou tudo, excepto a sobremesa, claro. Foi nesse que nos ficámos a conhecer melhor e hoje fico feliz por a ter convidado.

11. Esta é só para a Katrine! Qual o teu doce português favorito, e porquê? 🙂
Gelados Santini contam? Não, OH!! Pastel de Nata, claro! Posso dizer nomes? Manteigaria!!! É difícil não gostar deles, quentes, cremosos, crocantes, enfim uma perdição. Também gosto muito dos travesseiros de Sintra, mas têm que vir quentinhos! 😉

Fotos gentilmente cedidas pela Gerência do The Danish Pastry Shop, retiradas daqui.

The Danish Pastry Shop: Rua Cesário Verde, 39E, Queijas, Oeiras

Leila Gato 

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