Gato em movimento

Oficina Pão de Massa Lêveda

Nos últimos tempos tenho-me dedicado a defender o pão com unhas e dentes, o que, no meu caso, é com uma faca e meio quilo de manteiga em cada mão. Se, por um lado, o pão é tão maltratado e vilipendiado por acusarem-no de trazer malefícios ao nosso bem-estar, por outro, começa a surgir uma corrente (cada vez mais forte e ainda bem) de defensores de pão artesanal.

Para atestar este movimento, recebi como presente um workshop para aprender a fazer pão artesanal. Num sábado de muita chuva, fiquei a conhecer o espaço do Lisbon Cooking Academy, uma escola de cozinha onde se aprende desde os conceitos e técnicas básicas de cozinha às execuções dignas do MasterChef, sempre com “guias” muito simpáticos e com uma boa dose de informalidade à mistura!

A oficina de pão foi dada pelo Padeiro Chefe da Padaria Portuguesa (PP), Paulo Cardoso que é o Responsável pela Inovação na Padaria Portuguesa e está à frente das criações do LAB, onde se inserem os diferentes tipos de pão artesanal que lá nascem.

A oficina de pão foi dada pelo Padeiro Chefe da Padaria Portuguesa (PP), Paulo Cardoso que é o Responsável pela Inovação na Padaria Portuguesa e está à frente das criações do LAB, onde se inserem os diferentes tipos de pão artesanal que lá nascem.

Entre muitos dedos de conversa e um bom copo de vinho, fizemos um pão de trigo e uma broa de milho que levámos para casa para cozer no nosso próprio forno. Durante toda a manhã de domingo, partilhámos ideias e memórias à volta do pão e alguns segredos de como conseguir tirar o melhor partido dos elementos necessários: água, farinha e sal!

Trata-se de pão artesanal, há muitos lugares que agora o fazem assim – e ainda bem – e é artesanal porque se trata de um pão feito com leveduras naturais, a chamada massa-mãe. Ao invés dos fermentos industriais que se compram em todo o lado e que aceleram e de que maneira o tempo que a massa de um pão precisa para crescer e ganhar a consistência necessária, a massa mãe é um fermento natural, saudável e amigo da digestão.

Um dos focos deste workshop foi aprender como fazer massa-mãe e o que torna este fermento natural, o elemento distintivo no que refere à qualidade do pão que ingerimos, já para não falar da qualidade da farinha de moleiro, neste caso do moleiro Paulino Horta, também fornecedor do LAB. Esqueçam a Branca de Neve ou outras farinhas industriais: this is the real deal!

O que é que também aprendi nesta manhã: que fazer pão requer poucos ingredientes: precisamos de farinha e água (e um pouco de sal). No entanto, existem outros 3 ingredientes imprescindíveis: tempo, ar e amor.

Eu sei que a foto abaixo parece um ovo de dinossauro, mas é na verdade uma broa de milho antes de ir para o forno! 🙂 Não é linda?

Eis a broa… acabada de sair do forno e ainda a fumegar!

Ah e já agora, ficam também com as fotos dos pães que fizemos em casa com a massa preparada no workshop! Digam lá se não estão uma maravilha?

Visitem o site da Lisbon Cooking Academy e arrisquem num dos variados workshops que vão organizando: prometo que não se vão arrepender de passar uma (ou mais manhãs) na companhia da Chef Ana Viçoso e dos seus sempre ilustres convidados.

Leila Gato 

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