Coisas da Gato Gato em movimento

Atelier de pães internacionais no Feedme

Como é do conhecimento de muitos, além de adorar o pão e ser uma defensora do pão com glúten, e perdoem-me os guerreiros #glutenfree  em missão por toda a blogosfera, também tenho muito curiosidade sobre o processo de “dar vida” ao pão.

Na realidade, o que me leva a ter esta curiosidade é o facto de gostar tanto de pão, e querer, por isso, aprender mais mas poder (d)escrever e transmitir melhor o que sinto quando corto uma fatia de pão acabado de cozer. O som, a sensação, a excitação de ver uma geneorsa camada de manteiga a derreter. Atos de pura magia.

Para isso, inscrevime no Atelier de Pães Internacionais organizado pela Feedme.O atelier foi ministrado nas instalações do Feedme que tem (além deste) muitos outros ateliers e workshops para todos os gostos e apetites. Convido-vos a espreitar o site e os cursos disponíveis e confidencio-vos que a maioria dos participantes deste workshop eram já repetentes, o que comprova a qualidade do conhecimento que ali é partilhado e o bom ambiente que se gera.

O Chef Hugo Campos liderou a expedição e começou por nos introduzir ao tema do pão. Como nasceu e do que é composto, o impacto que o clima de determinada zona do globo tem na qualidade do trigo (climas mais quentes têm trigo mais duro e países mais frios têm trigo mais mole), as características dos povos que fazem pão e como isso se traduz em processos mais ou menos demorados e mais ou menos presos a superstições, como é o caso das rezas e dos cortes feitos no pão antes de o levar ao forno.

Ao longo deste workshop percorremos algumas zonas do globo e ajudámos a “dar corpo” a alguns tipos de pão: a baguette (França), o naan e o chapati (Índia), o kugelhpf (Áustria) e a focaccia (Itália).

Por ser um atelier de cerca de 3 horas, não é possível ir de A a Z, especialmente pelas horas que um pão de qualidade exige em termos de levedação. Aliás, os portugueses muitas vezes optam por apressar este processo para fazer pão com maior rapidez, uma tendência que felizmente começamos a ver inverter-se com o surgimento de muitas padarias e espaços que se dedicam a pão artesanal que respeitam os tempos de criação como são os casos da Padaria Portuguesa ou a, mais recente, Isco Pão e Vinho.

(A focaccia antes de ir ao forno)

Também questionei sobre a proliferação de pães sem glúten no mercado nacional. Uma necessidade para pessoas que não toleram esta proteína, como é o caso dos doentes celíacos, mas que acaba por não trazer tantos benefícios para todas as outras pessoas (apesar de estar na moda a rejeição seletiva do glúten). Aliás, muitos alimentos comercializados como não tendo glúten, acabam por ter outras substâncias em sua substituição que não são assim tão saudáveis para o nosso organismo, criando outos malefícios pela sua ingestão de forma continuada.

Além disso, para todos os que gostam do pão e da sua textura, o pão sem glúten proporciona uma experiência diferente, já que este acaba por se assemelhar mais a textura de bolo do que propriamente à do pão.

Pôr a mão na massa aguçou ainda mais a minha curiosidade, pelo que em breve deverão começar a ver as minhas próprias criações caseiras! Se eu vier a fazer uma mudança na minha vida e me tornar padeira, depois não digam que eu não dei sinais de que isso poderia acontecer! 🙂

Leila Gato

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