Coisas da Gato

George Michael: Freedom, Director’s Cut – O Filme

Eu tinha 6 anos quando o Freddy Mercury morreu.

No ano seguinte, realizou-se um mega concerto de tributo no estádio de Wembley, ao qual assisti agarrada à minha irmã no sofá da nossa sala e que contou com uma atuação que roubou todas as atenções. George Michael ensaiou durante 5 dias a fio a música que ia interpretar “Somebody to love” para uma multidão de 72 mil pessoas e transmitido para 76 canais de televisão. Nesse mesmo dia, George Michael preparava-se para perder o grande amor da sua vida, vítima da mesma doença que matou o Freddy.

A atuação, que ainda hoje é tida como uma das melhores de sempre é um dos momentos altos do filme realizado pelo próprio George Michael: Freedom e que se preparava para lançar em 2017. Este filme/documentário relata a ascenção de um rapaz que queria sentir o gosto da fama e que acabou por se tornar numa das maiores estrelas da música de todos os tempos. Dotado de uma capacidade vocal extraordinária e norteado por um método criativo compulsivo, escreveu e compôs grande parte das suas músicas. Viu em Stevie Wonder uma das suas maiores inspirações e acabou por criar covers de algumas das suas canções mais enigmáticas e profundas como é o caso de AsThey won’t go when I go.

O filme mostra-nos uma outra faceta deste artista, consciente de que era feito de uma matéria de que já não são feitas as estrelas do dia de hoje, produtos formatados de impérios do mundo da música, contra os quais o próprio combateu judicialmente no início da década de 90. George Michael é feito do mesmo “pó de estrela” de que é feita Madonna e de que foram feitos Michael Jackson, Prince ou David Bowie. Talentos que se tornaram maiores que as suas próprias vidas e que se reinventaram a cada álbum editado.

O filme conta com a participação de Liam Galagher, Mark Ronson, Mary J. Blige, Cindy Crowford, James Corden, Ricky Gervais, Kate Moss, entre tantos outros, e ainda com as interpretações de Adele e Chris Martins das canções Fastlove e A different corner, respetivamente e fez parte da edição deste ano do programa do Festival Queer Lisboa.

Imagem via twitter

Leila Gato

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