3 coisas da Gato

de 9 a 22 de julho

Com uma semana de atraso…decidi condensar o 3 coisas num compacto de duas semanas. Foram dias intensos, quer a nível pessoal como profissional, mas valeram bem a pena!

A Gato a fazer de modelo para a talentosa Margarida Pestana

Já vos falei da Margarida por aqui.

Conheci-a num workshop de escrita criativa com a Rita da Nova no ano passado e entretanto fomos seguindo-nos timidamente nas redes sociais. Os nossos destinos voltaram a cruzar-se no Bloggers Camp e foi através da sua objetiva e do seu olhar, sempre atento, que me apercebi do enorme talento desta mulher.

Quis novamente o destino que nos cruzássemos a propósito de um passatempo em que eu fui uma das selecionadas e que me proporcionou uma sessão fotográfica. Eu, que tenho uma relação de amor-ódio com retratos, deicidi embarcar nesta aventura. No fundo, devo ser como muitos de nós que se olham ao espelho ou numa foto em dias diferentes, e tanto se sentem magníficos, como de repente nos sentimos uma nulidade, cheios de defeitos e muitas poucas virtudes.

Já dizia Saint Exupéry “o essencial é invisível aos olhos”, que seja, a Margarida viu e captou isso em mim!

Caso queiram ficar a conhecer melhor o seu trabalho ou até contactá-la para algum trabalho, podem encontrá-la por aqui e aqui!

Saraband e a comemoração dos 100 anos de Ingmar Bergman

Sou fã indiscutivel de Bergman. Apaixonei-me por esta figura irascível, violenta e maníaca quando li a sua autobiografia Lanterna Mágica poucos anos depois dos tempos de Faculdade. Ainda hoje dou por mim e pensar nalgumas das cómicas e ridículas situações vividas e dadas a viver por este homem que encontrou no Teatro e no Cinema, uma forma de expressão dos mais recônditos fantasmas da nossa existência.

Para celebrar o 100º aniversário de Bergam, o filme Saraband  2003) foi reposto nalgumas salas de cinema e eu tive a oprtunidade de rever e de o levar a ver pela primeira vez. Adorei-o ainda mais do que da primeira vez, considerando este filme uma verdadeira obra prima.

Saraband dá continuidade à história de Marianne e Johan (Cenas da vida conjugal, 1973), que voltam a encontrar-me 30 anos depois da sua separação [apesar de Bergman nunca ter admitido que este filme era uma sequela, até porque os nomes das filhas do casal são diferentes num filme e no outro]. Um reencontro marcado pelas memórias e fantasmas do passado que deixa à flor da pele todas as marcas de raiva, egoísmo e erros cometidos, agora escrutinados pela imparável finitude da vida.

Manas Gato em Madrid

Uma escapdela de fim de semana até Madrid para matar saudades da minha irmã e dos meus sobrinhos, que além de crescidos, estão mais bonitos e doces que nunca.

Reencontrei Madrid tal como a deixei há 6 anos atrás, quente, calorosa e a fervilhar de cultura! Tenho cá para mim que vou voltar a esta cidade muitas vezes, até porque motivo, tenho um enorme: umas saudades tremendas de parte da minha família que lá vive.

Este fim de semana serviu, acima de tudo, para recarregar baterias e espairecer, passear sem roteiro, dormir sem despertador programado e conversar sobre tudo aquilo que as irmãs conversam enquanto bebem café (com ou sem gelo) nas suas chávenas preferidas.

Tenham uma boa semanas, queridas e santas pessoas que têm paciência para me ler!

Leila Gato 

 

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