A Gato come

Pedestre 142 ou a vã glória de comer (e opinar)

Em abril passado decidimos fazer o percurso dos Passadiços do Paiva (aviso aos desatentos: é um passeio imperdível!) e de seguida, meio trôpegos e cansados, visitar Arouca.  Chegada a hora de jantar, e porque além da alma, também o nosso corpo precisava de ficar mais cheio, elegemos como destino o restaurante Pedestre 142.

O espaço é muito elegante (demasiado elegante até para nós que apenas envergávamos os nossos fatos de treino depois das caminhadas daquela manhã) mas exibindo simultaneamente uma natural descontração e simplicidade que apenas se encontra nestas zonas do país.

Mas as (boas) supresas não ficam por aqui: os alimentos usados nos pratos do Pedestre 142 são produzidos por agricultores locais, desde a carne arouquesa – que tivemos obrigatoriamente de provar – aos legumes e aos doces, existindo mesmo o comprometimento de incluir no menu produtos cem por cento originários de Arouca, integrando o projeto GeoFood.

Uma posta arouquesa que se desfaz na boca

Provámos a posta arouquesa que nos chegou laminada à mesa e capaz de nos deixar a salivar só de olhar para ela, tanto pela nobreza do corte, como pela forma como nos chegou à mesa, um misto de elegância e tradicionalidade numa tábua de madeira.

Como acompanhamentos pedimos arroz, batatas fritas e salada, tudo bem cozinhado, tudo fresco, um regresso à comida simples que nos reporta aos tempos de infância.

O pudim Abade de Priscos que afinal é do Rei Miguel Oliveira

Quando lemos a carta de sobremesas, a escolha ficou automaticamente selada. O meu marido é louco por pudim Abade de Priscos e, como tal, não podíamos deixar de o provar. No entanto, a carta é populada por diversos doces conventuais e regionais, deixando os amantes desta doçaria numa encruzilhada calórica de difícil resolução!

O pudim escolhido foi desenformado à nossa frente e devo dizer que foi um momento solene e que dificilmente iremos esquecer. O deslizar do pudim, a superficíe espelhada, a textura aveludada, o caramelo no ponto… em breve dedicarei um texto apenas a esta iguaria premiada – Miguel Oliveira é mesmo o Rei. Até lá podem babar só de olhar para esta fatia que comemos demoradamente para que o sabor perdurasse na nossa boca e na nossa memória.

Planeiam passar por Arouca em breve? Se sim, reservem o Pedestre 142!

Leila Gato 

 

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