Gato em dia

De onde vem a inspiração

Há dias em que acho que escrevo bem.

Tem outros em que me considero abaixo de medíocre.

Há dias em que me inspiro em sonhos que tive na infância e que nunca consegui esquecer.

Tem outros em que me inspiro no mundo real e nas pessoas com quem me cruzo.

Há dias em que acredito que vou conseguir escrever algo de que me orgulhe.

Tem outros em que sinto que deambulo entre o querer ardentemente e a vagarosa procrastinação.

Há dias em que me inspiro no que leio e construo mundos que nascem  de algo que não é meu.

Tem outros em que escrevo, apago, escrevo e apago e acabo o dia com uma linha mininamente digna.

Há dias pensei que afinal devia dedicar-me a outras artes.

Tem outros em que acho que não podia fazer outra coisa se não esta: escrever sobre tudo e sobre nada enquanto procuro a fórmula perfeita para encapsular o meu estilo.

Entre o “há dias” e o “tem outros” vou fazendo exercícios, vou escrevendo em blocos de notas e borrando a tinta com café, vou errando e aprendendo com as correções que me fazem, e vou-me fazendo de forte para tirar o maior proveito deste “jeito” que nasceu comigo e que eu só tenho é que treinar para o tornar nalgo mais concreto.

Leila Gato

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