Gato em dia

de 19 a 25 de março

Esta semana vou escrever sobre três “coisas” menos comuns face ao que tenho partilhado ultimamente. Nestes últimos dias descobri algumas coisas sobre mim, uma delas é que por vezes é realmente importante abrandar e ouvir o nosso corpo, dando-lhe aquilo que ele nos pede (mesmo que cripticamente).

Por isso,

  • se me esquecer de pôr o despertador para a hora prevista para treinar,
  • se me deixar ficar nos lençóis porque os ponteiros do relógio foram adiantados,
  • se me surprender com a descoberta de algo sobre um dos meus gostos,

então é sinal de que estou num bom caminho para continuar a tirar o melhor partido desta coisa que é “viver”.

O despertador não tocou, e agora?

Primeiro foi aquele pânicozinho capaz de me estreitar o esófago e dar aquele nó abrutpo no estômago. Depois abri os olhos, inspirei e expirei de forma consciente e ouvi um múrmurio a dizer-me que não havia qualquer problema. Dormi mais um pouco, organizei-me para encaixar o que queria fazer em horários diferentes e segui em frente com mais uma hora de sono dormida. Noves fora, fiz o essencial e deixei o resto para depois. Andamos sempre a correr, sempre a contar o tempo, sempre a agendar, a desmarcar e a voltar a agendar, queremos ir a todas, a estar em todas, com todos. Damos por nós a fazer exactamente o oposto como uma bala que faz ricochete na rocha, vamos a todas sem ir, estamos em todas sem estar e estamos com todos sem sermos uma presença evidente.

 

A hora mudou e o meu sono também

Há já algum tempo que não acordava a um domingo sem algo para fazer com hora marcada. Não tinha nenhuma aula, nenhum workshop e não tive treino treino. Rapidamente, o sobressalto da manhã se tornou num passar de horas lentas e saborosas. Decidimos depois calmamente o que íamos fazer e houve tempo para tudo, sem pressas, sem regras e sem horas para continuarmos a ver “literalmente” essas mesmas horas a passar.

Afinal eu gosto de sumos VERDES

Já dizia a Natália de Andrade “O nosso amor é veeerdeeee“. Quem me conhece sabe que eu não sou muito de sumos, adoro coisas verdes daí as #saladasdagato, mas sumos, nunca foi bem “my cup of tea”.

No entanto, esta semana decidi que ia fazer alguns ajustes na minha alimentação. Se temos sono é porque o nosso corpo diz “dorme” se o nosso corpo vacila então ele diz-nos “nutre”, por isso, cá estou eu, a nutri-lo. O meu marido ajudou-me a escolher um copo de fazer sumos que também ele é verde, mas “muito feio”, segundo ele. Foi giro vê-lo a explicar em detalhe porque é que aquele pequeno electrodoméstico não combinava com os restantes da nossa cozinha, mas ela recomendou fortemente este modelo e disse que era mesmo o melhor para o efeito pretendido. Portanto, já o tenho em casa, escondido num armário quando não está a ser usado.

A primeira experiência foi estranhamente positiva! Basicamente (e em jeito de receita rápida) cortei uma tangerina, 1/4 de pepino, 2 colheres de sopa de alface, uma mão cheia de espinafres, 1 colher de sopa de linhaça, um bocadinho de gengibre, umas pepitas de cacau cru e um pouco de água. E não é que estava mesmo bom, o sacaninha?? Não tarda começo a trocar o café do pequeno almoço, por este petiz nutritivo!

Leila Gato

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