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The Handmaid’s Tale

Margaret Atwood escreveu The Handmaid’s Tale em 1984 enquanto vivia em Berlim, ainda com muro, por isso muitos dos elementos visuais, históricos e culturais que inspiram esta obra têm perfeito cabimento na história de Offred.

A autora trasnsporta-nos através desta personagem para um mundo que, devido a uma série de problemas ambientais, as mulheres deixam de conseguir conceber. As que mantêm essa capacidade são valorizadas de tal forma que se tornam escravas de um sistema que ao tentar preservá-las, as encurrala numa existência desprovida de qualquer propósito que não seja a procriação no seio de famílias com poder político.

Durante a narrativa de Offred, que nos conta a sua história na primeira pessoa, ficamos a conhecer o seu passado, quando ela própria tinha um marido, um filho, um trabalho, deveres e direitos, num diálogo interior em que ela deambula entre o passado e o presente que mais não é que um futuro morto.

Interesso-me particularmente por distopias, principalmente as escritas entre as décadas de 50 e 80, exactamente por acertarem no modo como a evolução científica, social e tecnológica têm contribuindo para a maioria dos flagelos que temos vindos a cometer contra a Humanidade. Este livro vem juntar-se à minha lista de distopias que me têm permitido relfetir sobre os meus valores, as minhas fraquezas, as minhas certeza e a minha fé, como ser humano.

E tendo em conta o momento que vivemos atualmente no que refere à posição da mulher na sociedade, questionaram Margaret Atwood se esta é uma obra feminista, eis a sua resposta:

“If you mean an ideological tract in which all women are angels and/or so victimized they are incapable of moral choice, no. If you mean a novel in which women are human beings – with all the variety of character and behavior that implies – and are also interesting and important, and what happens to the theme, strcucture, and plot of the book, then yes. In that sense, many books are feminist.”

E vocês, já leram este livro?

Leila Gato

The Handmaids’s tale

1 thought on “The Handmaid’s Tale”

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