Workshop Escrita - Rita da Nova
Gato em movimento

Workshop de escrita criativa com a Rita da Nova

Surgiu-me no rodopio de publicações que me atravessa o dia através do deslize do meu dedo no écran do telemóvel. Questionei-me: “E porque não participo num workshop sobre escrita?”, e enviei email a pedir mais informações.

A Rita – que só conhecia do universo digital, leia-se “do instagram” – foi desde logo muito simpática na sua resposta às minhas questões: local, o que é supostos acontecer e quanto é que vou pagar. E até me deu a notícia do bónus! Teria direito a almoço e coffee breaks e a promessa de que seriam ambos deliciosos. Depois de ler atentamente o seu email, percebi que era muitas mais as razões para ir do que para ficar em casa, naquele que seria o primeiro sábado de frio do, para mim, ainda mais frio outono de 2017 – sim, aqueles 15 minutos em que esperei pela boleia do meu marido numa paragem de autocarros na rotunda de Arroios não me vai sair da cabeça nem da memória dos poros, pelo menos não tão cedo!

O workshop começou às dez, casa cheia, a casa onde mora a Rita, o Guilherme a Guiness e a BB8. Um grande “olá bem-vinda” já estava à minha espera quando entrei. Esta é  casa onde a Rita nos recebe para partilhar  o seu gosto pela escrita e pela leitura e algumas ferramentas para nos fazerem pensar de outra forma sobre as palavras e as mil e uma formas de as combinar. As colegas de workshop – todas elas uma queridas e cheias de potencial – também ajudaram a tornar o dia muito produtivo e positivo.

O worskhop ajudou-me imenso a ver a escrita de uma perspectiva, pela qual não a encarava há algum tempo. Demasiado tempo, concluo eu agora. Tenho escrito toda a minha vida. Não sei se bem, se mal. Mas sinto uma vontade inexplicável de passar tudo para uma folha de papel física ou digital. Há algo, como que uma penumbra que me enfeitiça os dedos e me fazem escrever sem filtros e de forma imparável.

Os exercícios foram todos eles muito interessantes, alguns bem fáceis, outros difíceis nas horas. O exercício final, aquele que envolve mais de nós – leia-se mais tempo e mais esforço mental – acontece na última hora do workshop, o ritmo já se apoderou de nós, as técnicas estão frescas, as palavras estão ali à mão de semear. A mim, saiu-me um diálogo. É a forma mais fácil que eu tenho para encarreirar palavras, saltam-me dos dedos, imagino o que as personagens pensam e dizem e o que pensam mas não dizem e começo a colocar tudo no papel. Acabam por ser sempre personagens que ponderam pouco o que dizem, mas que sem se aperceber tentam refletir sobre temas universais. Acho eu! Em breve partilho o diálogo, afinado que ando a dar-lhe uns toques. Isto se o encontrar, porque há dias julgando eu que ele estava num dos meus cadernos, não o encontrei. O que é triste, meus senhores, deveras tristes.

Não posso deixar de mensionar ao excelente almoço que as Olívias nos deixaram: descrever as coisas. Mas a salva de palmas vai para o bolo de caramelo salgado, tivemos todos direito a duas fatias (todos, porque o Guilherme também se juntou a nós nas pausas para matar a larica).

Este workshop também me abriu o apetite para escrever e partilhar mais.

Obrigada Rita pela excelente dinamização e obrigada meninas pela partilha sem medos das vossas palavras (eu sei, como às vezes é fácil partilhar aquilo que nos é íntimo. A Rita escreveu sobre os seus workshops no seu blog, e eu aproveito para partilhar esse mesmo link, aqui.

Ah, e já agora, vou participar no workshop nível II da Rita, neste vou ser convidada a criar e dar forma a uma personagem – esse ser indomável e que às vezes boicota as ideias que temos para ela. No dia 10, trato de ti.

Leila Gato

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